E-commerce cresce a cada dia no Brasil - Entrevista no Mais Bahia

E-commerce cresce a cada dia no Brasil - Entrevista no Mais Bahia

A Entrevista VIP de hoje traz um bate papo com Gabriel Santana e Vitor Gouveia, sócios da empresa de Marketing Digital Sigu. Na entrevista a seguir, eles falam sobre o mercado que tem a internet como principal ferramenta, além de apresentarem um panorama do e-commerce no Brasil. Gabriel Santana, desde 2002, atua no mercado de Tecnologia da Informação, é analista de Sistemas graduado pela UNIJORGE e especialista na plataforma ASP.NET. Já Vitor Gouveia atua na área de Design, voltada para publicidade e marketing, desde 2005, tendo seu foco voltado nos quatro últimos anos para a área de internet e mídias sociais.

Mais Bahia – Como é o trabalho que vocês desenvolvem na Sigu?
Gabriel e Vitor -
 A Sigu desenvolve estratégias de Marketing Digital focadas em resultados que o nosso cliente possa medir e sentir em sua empresa. Não adianta ter um site se ele não lhe dá o retorno esperado. Não adianta estar no Facebook se você não sente o resultado. A diferença de uma empresa de Marketing Digital como a Sigu é que aqui pensamos em uma estratégia para cada cliente, misturando diversas ferramentas à nossa disposição para que maximize o efeito da outra e assim possa extrair o máximo de resultados da sua presença na internet.

MB – Qual a dificuldade de trabalhar com uma ferramenta em constante mudança, como a internet?
G/V -
 A dificuldade está exatamente neste fato. A internet é um universo extremamente volátil e colaborativo, existem mudanças quase que diárias em seu funcionamento. Hoje o Google muda o seu algoritmo de buscas, amanhã uma nova tendência para sites começa a aparecer, mais tarde sairá uma pesquisa que mudará completamente a nossa forma de entender o comportamento do consumidor na internet e até o final desta semana, teremos uma nova rede social sendo apontada como aquela que vai “destronar o Facebook” (pela centésima vez).

MB – Como driblar isso?
G/V -
 Como isso é uma constante neste trabalho, também é a razão pela qual dedicamos sempre um horário em nosso expediente exclusivamente para o estudo. Estar atualizado com o que acontece na internet é a certeza de nunca estar um passo atrás de seu concorrente.

MB – E as vantagens?
G/V
 – Ironicamente uma das vantagens da internet é exatamente esta. O fato de estarmos sempre atualizados nos permite trazer novas soluções para nossos clientes em uma frequência incrível e imprimir uma comunicação que não se torna cansativa para nosso público-alvo. Outra vantagem é a capacidade de se conseguir mensurar – com precisão – praticamente todas as ações realizadas. “Quantos cliques, quantas impressões, de onde vieram, para onde foram?” Através de um bom trabalho de monitoramento, conseguimos ter acesso a um relatório milimétrico do desempenho de nossas ações. E isso é fundamental para o alinhamento e evolução da estratégia.

MB – E o que mais?
G/V
 – Dentre outras vantagens, também é interessante salientar o ótimo custo x benefício de se realizar um trabalho na internet frente mídias impressas e tradicionais. A comunicação mais informal também tem uma excelente receptividade com o público-alvo das empresas, que estão se humanizando cada vez mais ao fazer parte das redes sociais.

MB – Por que as pessoas têm optado a comprar mais pela internet?
G/V - A comodidade é uma questão importante nos dias de hoje. É muito caro e cansativo se deslocar, enfrentar engarrafamento, procurar estacionamento e procurar comprar algo que você pode encontrar (muitas vezes por um preço menor) a 5 cliques de distância, no computador de sua casa. Mesmo a insegurança de comprar online, antes tão discutida, não parece ser mais um receio para os brasileiros. Existem diversas empresas confiáveis e sistemas de pagamento seguros que garantem uma transação livre de fraudes. E, sendo bastante honesto, hoje em dia é muito mais perigoso sair de casa para comprar algo, do que comprar na internet.

MB – Que outros motivos vocês podem apontar?
G/V - Outro motivo tem sido a oferta. É possível comprar de tudo na internet. Hoje é até mesmo possível vender online de maneira simples, segura e tranquila. Sites internacionais ainda ampliam essa gama de ofertas e apresentam preços muitas vezes imbatíveis com os praticados no varejo físico. Sistemas de cupons de descontos, compras coletivas, frete grátis, promoções em redes sociais e descontos progressivos também estimulam o hábito de comprar online.

MB – Qual o perfil desses consumidores?
G/V -
 Como o e-commerce cresce em ritmos galopantes (Brasil é o terceiro país onde mais de faz compras na internet no mundo), esse dado tende a se tornar cada vez mais abrangente. Algumas pesquisas recentes do IBOPE apontam que o segmento do e-commerce ainda prevalece nas classes A-B do país, com 65% do mercado (concentradas em capitais do sudeste brasileiro). Entretanto, grandes sites de varejo virtual, como a Netshoes, que possui um volume de vendas online extremamente significativo no país, aponta que mais da metade de suas vendas são realizadas por pessoas das classes C e D. O acesso ao cartão de crédito (com parcelamentos de até 12x, em muitos casos) também impulsionou bastante este mercado e a tendência é que o e-commerce seja uma opção mais “democrática” para o resto do país, nos próximos anos.

MB – As lojas físicas têm perdido clientes para o e-commerce?
G/V -
 Não só as lojas, como qualquer empresa que não esteja se adaptando para o mercado digital está e vai continuar a perder cada vez mais clientes para seus concorrentes que já estão lá. Não se trata de uma tendência de mercado nem uma “bolha” e sim de uma realidade. As empresas precisam cada vez mais complementar seus negócios com um suporte igualmente importante dentro da internet se querem continuar a manter os seus clientes e conquistar novos. Para lojas de varejo, isso se torna uma questão de sobrevivência.

MB – E como o comércio “tradicional” pode se adaptar a essa nova realidade?
G/V -
 Um bom site, com uma loja virtual bem montada, atualizada e que produza conteúdo que indexe de forma satisfatória no Google é um bom começo. Isso não é nada além de uma mera obrigação. A partir daí, é não apenas manter, mas utilizar as estratégias do marketing digital para ganhar o mercado da sua concorrência, com uma boa estratégia de e-mail marketing, links patrocinados, remarketing, mídias sociais, landing pages dentre outras.

MB – Quais as tendências do e-commerce para os próximos anos?
G/V -
 Continuar a crescer em ritmos galopantes e se tornar cada vez mais um hábito comum na vida do brasileiro. A tendência para os próximos anos é que o e-commerce siga a tendência do marketing digital em geral e se torne cada vez mais transmedia – isto é, os canais de comunicação se complementam e impactam o seu público de maneiras diferentes onde quer que ele esteja. Ou seja, teremos uma atuação mais forte e bem alinhada com mídias sociais, landing pages, mobile e até mesmo dentro do Ponto de Venda (PDV), auxiliando a loja física incrementar a experiência de compra do usuário.

MB – Se uma pessoa/empresa quer ter uma loja virtual, que tipo de profissional ela deve procurar?
G/V -
 Existem “SaaS” (do inglês, Software as a Service) que são soluções prontas onde você, com pouco esforço, pode montar uma loja virtual para o seu negócio em um curto espaço de tempo. Existem diversos modelos no mercado com preços variados e acessíveis. A depender de sua demanda, entretanto, uma solução customizada pode ser o melhor caminho, com mais liberdade e possibilidades de integração, interações e funcionalidades.

Na maioria das vezes, nos dois casos será necessário um programador (e possivelmente um webdesigner) ou uma empresa de Marketing Digital como a Sigu para configurar esta loja. Um profissional freelancer pode lhe atender de maneira satisfatória no caso de um SaaS, desde que ele entenda e domine a linguagem de programação em que foi desenvolvida esta loja pronta. Uma empresa, por outro lado, além de lhe prover um serviço com melhor estrutura (uma vez que possui mais profissionais capacitados) também pode lhe auxiliar na etapa posterior, uma vez que você também irá precisar de uma estratégia de marketing digital para fazer com que esta loja dê retorno financeiro. Afinal, não adianta criar a melhor loja virtual do mundo se ninguém acessa ou compra nada, correto?

MB – A compra pelo celular já é uma realidade no Brasil?
G/V
 – O e-commerce em celulares cresce a cada ano. Segundo o IBOPE, 38% dos e-consumidores já realizaram uma compra pelo celular e 18% já utilizaram pelo tablet. O mercado mobile é uma forte tendência para o marketing digital e sua empresa precisa traçar planos para estar preparada para esta plataforma o quanto antes.

MB – Por onde começar?
G/V - Um bom começo é pegar o seu celular neste exato momento e ver como o seu site abre no mesmo. É satisfatório? Você consegue navegar, ler de forma prática, preencher formulários e clicar em botões sem dificuldades? Se seu site não foi pensado para esta plataforma, certamente você terá problemas em uma dessas questões. Talvez seja hora de pensar em uma versão mobile para o seu site, ou mesmo uma versão responsiva – que se adapta a diferentes tamanhos de tela.

MB – Que cuidados devemos tomar na hora de comprar pela internet?
G/V -
 Fazer compras pela internet hoje não é mais o campo minado que era a alguns anos atrás. Basta que você não faça compra em sites duvidosos que você nunca ouviu falar e faça uma boa pesquisa sobre a procedência do mesmo na internet. Uma boa limpeza com o antivirus de seu computador e utilizar o Teclado Virtual ao digitar informações sigilosas, (como o número de seu cartão) também ajudam.

MB – Como ter certeza de que um site é confiável?
G/V -
 Se você nunca comprou online, certamente não vai comprar no primeiro site desconhecido que encontrar pela frente. A regra é sempre pesquisar a reputação e se ater a sites conhecidos. Mesmo assim, se aquele produto que você quer só existe naquele site específico, você pode conferir se no mesmo existe algum selo de certificado de segurança ou se ele aceita o pagamento através de sistemas seguros, como o Paypal, Pagseguro e Boacompra, por exemplo. Vale também checar se você consegue um contato fácil com o site (e-mail, telefone, endereço, chat online). Se nenhuma dessas dicas funcionar, a recomendação é esperar mais um pouco.

MB – Se o consumidor tiver algum problema, a quem pode recorrer?
G/V – A primeira recomendação é tentar entrar em contato com o vendedor ou com o SAC da empresa. Não obtendo sucesso aí, o conselho padrão é fazer valer seus direitos em órgãos de defesa ao consumidor como o PROCON, Pro Teste e Idec.

Outra dica que damos é a que funciona em menor período de tempo na maioria das vezes: faça barulho. Em uma era em que as informações são compartilhadas de maneira tão fácil e tão rápida, uma crítica nas redes sociais pode ser extremamente efetiva. Empresas que prezam pela sua reputação preferem enfrentar 10 advogados a ver uma denúncia fervorosa viralizar em sua rede social, (comprometendo a sua reputação para milhares de futuros clientes). Facebook, Twitter, Google+ e mesmo sites como ReclameAqui, Reclamao, dentre outros são uma ótima forma de resolver seu problema em um curto espaço de tempo, sem precisar envolver custos legais como advogados. Claro que se mesmo assim não houver remédio, vale sempre buscar o apoio dos órgãos legais.

PING-PONG

AMOR: Aquilo que te faz dar 110%
AMIZADE: Ninguém cresce sozinho.
TRABALHO: Se você não o amar, não vale a pena.
ESTRESSE: Faz parte.
INTERNET: Trabalho.
HOBBY: Internet.
TIPO DE LEITURA: Aquela com as letrinhas.
MÚSICA: Grooveshark e fone de ouvido.
ESPORTE: Bem lembrado…
FRASE PREDILETA: “Cliente novo”

Fonte: Mais Mahia


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Autor:

Sócio e diretor de tecnologia da Sigu Marketing Digital. Analista de Sistemas, atua desde 2002 na área, especialista na plataforma Microsoft ASP.NET.

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